Diminuir o ritmo no final da gestação é primordial

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Se você está no finalzinho da gravidez, esperando por um parto normal, certamente já ouviu “conselhos” de amigas, da doula, da parteira… que talvez seja o momento de começar a se desligar das responsabilidades profissionais, das preocupações do dia a dia, da rotina com a casa e passar a se conectar mais com seu corpo e com seu bebê.

Às vezes esse “conselho” pode até parecer um pouco romancista, um clichê, ou até mesmo uma coisa meio mística, mas não é nada disso… Esse “desligamento do mundo” para se ligar ao próprio corpo é algo instintivo e que deveria acontecer naturalmente com todas as mulheres, sem que ninguém precisasse orientar.

Deus que criou tudo em perfeita harmonia sabe exatamente o que uma mulher e um bebê precisam antes e durante o trabalho de parto.

No final da gestação há um aumento gradual na liberação de ocitocina, principal hormônio ligado ao parto. Com a presença deste hormônio, que é produzido no hipotálamo, a mulher passa a notar maior atividade uterina, episódios de leve sensação de “pressão” ou “aperto” no útero e aumento da frequência de ondas uterinas (contrações leves) que apertam o útero e levam o bebê para baixo.

Se por um lado o hipotálamo fica bem mais ativo no final da gestação, o neocórtex – ou cérebro racional – diminui bastante sua atividade. Por esta razão que uma mulher grávida no final de sua gestação pode sentir-se menos interessada em assuntos intelectuais e ficar muito mais focada no que acontece no seu corpo.

Nesse período a futura mamãe percebe-se mais distraída e esquecida. Este é o jeito da natureza prepara-la para concentrar sua atenção em si, para o parto e para o exercício da maternagem.

É maravilhoso ver como os hormônios, o útero e o bebê estão interagindo.

Se a natureza puder trabalhar conforme Deus determinou, durante o trabalho de parto o neocórtex entra em estado de adormecimento, enquanto o hipotálamo se torna muito mais ativo. A ocitocina passa a ser abundante no organismo. Cada pulso de ocitocina liberada gera uma contração. Ao longo do trabalho de parto, os níveis de ocitocina vão aumentando gradativamente, no período expulsivo aumenta dramaticamente e chega ao seu ápice com o nascimento da placenta.

Infelizmente, nem todas as mulheres conseguem entrar neste estado de “desligamento” espontaneamente. Por estarmos tão distantes do plano original de Deus e com todas as demandas que temos na vida, situações como má alimentação, estresse, responsabilidades sociais, sedentarismo, tecnologia, podem influenciar muito negativamente no funcionamento cerebral de preparação para o momento do parto e a grávida não conseguir desligar o cérebro racional (neocórtex). Se você se percebe tão absolvida pelas demandas externas e com dificuldade de se conectar ao seu corpo, pondere fortemente a possibilidade de colocar em prática o “conselho” de suas amigas, da doula ou da parteira e se esforce para entrar nesse processo.

Desacelerar o ritmo de vida, e permanecer mais calma nas últimas seis semanas de gestação, pode facilitar o processo e ajudar a garantir que seu trabalho de parto comece no momento certo.

Desacelerar e permanecer mais calma é imprescindível. Mas também é importante que a mulher esteja inserida em contexto acolhedor e tenha uma boa rede social de apoio. Ter uma doula para “prepara-la” ao longo da gestação, um companheiro apoiador, profissionais em que ela acredite para assistir seu parto e confiança em Deus, também são fatores que colaboram muito para que no momento certo, esta mulher consiga permitir que seu neocortex se desligue e que seu hipotálamo faça o trabalho necessário para trazer seu bebê ao mundo da melhor forma possível.

Assinatura_RenataPalombo

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