E como fica a relação sexual na gravidez?

Renata_SexualidadeGravidez

A observação profissional no atendimento com gestantes mostra-nos que lamentavelmente ainda subsiste a crença da “proibição” das atividades sexuais durante a gravidez, o que ocorre principalmente nos 8º e 9º meses.

Muitos estudos e pesquisas têm comprovado cada vez mais que manter a frequência sexual na gravidez, não apenas não ocasionam dano algum nem a mulher e nem ao bebê, mas também que, ao contrário, são altamente benéficas por inúmeros motivos.

Claro que em extremos perigosos, como ameaça de aborto ou placenta prévia, a pratica da relação sexual deveria ser interrompida, mas do contrário, não há motivos para interrompê-las em momento algum, nem tão pouco no último mês da gestação.

São os seguintes motivos pelos quais se considera benéfico às relações durante a gestação:

  • Mantém a harmonia conjugal, com diminuição dos ciúmes de ambos (do marido em relação ao filho, da esposa em relação às possíveis fantasias de relações extraconjugais dele).
  • Conservam a capacidade sexual e orgástica da mulher, permitindo-lhe a momentânea tranquilização de suas ansiedades.
  • O sexo aumenta os níveis de IgA, anticorpos que protegem o organismo contra constipações e outras infecções, aumentando desta forma a imunidade da gestante contra doenças.
  • Contribuem para elasticidade e flexibilidade dos músculos do períneo, tão exigidos nesse momento e destinados a distender-se ao máximo no parto.
  • Na reta final da gravidez, a estimulação sexual é muito eficaz para acelerar a dilatação do útero. O corpo liberta ocitocina, substância que contribui para suavizar o colo do útero, mas o esperma também ajuda.

Como vimos, em uma gestação livre de riscos não há porque não praticar sexo, porém é preciso seguir apenas algumas recomendações. A futura mamãe deve buscar posições confortáveis e de preferência que não façam pressão sobre o abdome. O ideal é que a prática seja mais delicada e amorosa, evitando esforços excessivos que possam resultar em traumas e lesões. A gestante também precisa ficar atenta a doenças sexualmente transmissíveis, já que nessa fase seu organismo está mais vulnerável a contaminações.

Para finalizar, acho importante ressaltar que o sexo na gravidez não deve deixar de ser praticado por medos, já que vimos que ele não traz malefícios, no entanto também não deve ser considerada uma obrigação. Quem decide se deve ou não ter relação sexual durante a gravidez é o próprio casal, e o consenso é, sem dúvida, sempre o melhor caminho, até porque a sexualidade vai muito além da prática sexual em si, a sexualidade envolve também sentimentos, companheirismo e respeito.

Assinatura_RenataPalombo

 

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